quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dos dias e do coração

Há dias assim. Em que o nosso coração sai do nosso peito e não podemos fazer nada.
Em que só podemos esperar. Cerrar os dentes, roer as unhas, cerrar os punhos, respirar fundo e engolir as lágrimas
 E esperar....
Quando o nosso coração está ali e nada podemos fazer. Porque tem de bater sozinho, vencer sozinho.
A espera,a impotência matam-me.
E depois é aquele orgulho que vem de dentro, que nos bate no peito , que nos revira e descompassa.
Aquelr orgulho que diz "a minha menina brilhou. Brilha sempre, mas hoje todos viram"
A minha menina, a minha pequenina, a minha estrelinha guia, o meu anjo da guarda. Brilhou.
E eu engoli as lágrimas, calei o orgulho, encurtei o abraço. Como mandava o momento.
Mas ficou a vontade de apertar aquele meu bocadinho de coração contra o peito e nunca mais deixá-lo sair de lá, de onde pertence.
Porque és maior que eu, porque me defendes de mim e dos outro, mas és a minha menina, a minha pequenina.
E hoje o orgulho não cabe em mim.

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