Voltaste com cheiro de terra, de sal, de relva acabada de cortar, de pão quente.
Voltaste e trouxeste o sol, os dias cheios, os braços abertos, os abraços apertados.
Voltaste e vieste com a pele beijada de sol, lembranças na mala, saudades no peito.
Voltaste e recebeste-me sem sapatos, com as calças a escorregar nas ancas e o cabelo acabado de lavar.
Voltaste sem respostas, sem perguntas, sem perdas de tempo, sem hesitações.
Voltaste e levaste-me o vazio, trouxeste-me a simplicidade, encheste-me de dúvida.
Mas tens cheiro de terra e de sal, tens pele de sol e abraços quentes, tens garagalhadas e histórias e pés descalços.
Fizeste-me girar pela sala, abraçaste-me com força e encheste-me por inteiro...
De dúvidas, de certezas, de erros, de acertos, de abraços, de beijos, de gargalhadas, de danças tribais.
Voltaste... e isso sabe tão bem...
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