quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Psicologia Sumol

Vai chegar o dia em que vou achar que tenho de casar de papel e aliança.
Em que vou almoçar aos sogros ao domingo.
Levar os miúdos à piscina ao sábado
Fazer amor à quarta-feira.
Vai chegar o dia em que os amigos vão ficar em segundo plano.
Em que "melhor amigo" vai ser "meu marido".
Vai chegar o dia em que vou usar saltos altos de segunda a sexta.
Em que ele vai usar gravata.
Em que vou andar sempre de carteira.
Vai chegar o dia em que vou achar que sou feliz penteada.
Em que vou tirar fotos só em momentos "importantes".
Vai chegar o dia em que o Natal é "cá" e Ano Novo "lá".
Em que vou dormir às 23h e acordar às 7h.
Em que noitadas só uma vez por ano.
Vai chegar o dia em que vou ser adulta e certinha e bem comportada.
E quando esse dia chegar... Não lhe falo!

Vou amar sem papéis, sem correntes, sem protocolos nem algemas.
Vou estar com quem gosto quando quero, sem dia nem hora marcada.
Vou pintar a manta, saltar no sofá, pintar as paredes e dar-lhes uma infância de sonho.
Vamos amar-nos sem limites, sem pudores, sem preconceitos.
Vou ter os meus amigos sempre em primeiro plano, na fila da frente.
Vai ser o meu melhor amigo, o meu marido, o meu homem, a minha metade. Ponto.
Vou andar descalça em casa, na relva, na praia, de sapatilhas, de meias.
Vou-lhe arrancar a gravata, fazer das calças, calções e vamos ser felizes por aí.
Vou andar com tudo nos bolsos e nunca saber onde tenho nada.
Vou-me despentear como vento, com abraços, com amor, com gargalhadas.
Vou tirar fotos de tudo e todos porque tudo é importante.
Vou esquecer datas, dar por dar, estar porque gosto.
Vou acordar às 15h e adormecer às 7h.
Vou ver o sol nascer depois duma noite na praia.
Vou ser meia adulta, meia menina, meia louca, toda louca...

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