Há dias, em que me apetece desistir.
Largar tudo.
Marimbar-me.
Não vale o esforço, o tempo, o dinheiro.
Não vale lutar por uma saúde doente, um emprego que não aparece, uma vida em suspenso.
Há dias, em que não sei porque continuo a estudar.
E depois, o meu afilhado pergunta-me:
"Quando receberes o prémio porque salvaste muitos meninos, podes dizer lá no palco que gostas de mim??"
E eu percebo que desistir não é opção.
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