segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sabes que mais...

.... P'ró diabo com as convenções, o certinho, o politicamente correcto.
Quero-te a ti.
Sem romantismos chochos, sem imagens melosas, sem frases feitas.
Quero-te a ti, ao teu corpo, ao teu cheiro, ao teu jeito.
Quero que me abraces com força e não me deixes ir embora.
Que me atires e te atires para o sofá.
Que me tires o tapete.
Me vires de cabeça para baixo.
Me despenteies o cabelo, desarrumes a roupa, confundas as ideias.
Quero acordar ao meio-dia e perder meio dia na cama, na ronha, no "levanta-te tu, não, tu primeiro".
Quero almoçar às 4 da tarde.
Perder as horas, o dia, perder-me, encontrar-me.
Ver o dia tornar-se noite, a noite tornar-se dia, num caos de horários, sem calendário, sem agenda, sem dia, sem data...
Quero "sentir-me" mulher.
Sair com o teu cheiro na roupa, no corpo, nas ideias.
E não saber bem quando te volto a ver.
Quero ser raptada à porta do trabalho, sair e não saber quando volto, como volto.
Quero vida boa, vida mansa, sem obrigações, sem saber do mundo.
Quero os nossos dias de volta, nem que seja por um dia.
Quero-te... a ti

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